segunda-feira, 17 de setembro de 2012

BENEFICIÁRIA DO PROJETO CONVIVÊNCIA COM A REALIDADE SEMIÁRIDA, APOIADO POR IAF, CONCEDE ENTREVISTA PARA CEPFS - DEDO DE PROSA


Entrevistada: Marlene Holanda Luiz, beneficiária do projeto Convivência com a Realidade Semiárida, apoiado Pela Inter-American Foundation - IAF
Número de pessoas que moram na residência: 04
Comunidade: Cipó
Município: Cacimbas - PB
Entrevistadora: Jéssica Lira, jornalista, Coordenadora pedagógica do Projeto "Convivência com a Realidade Semiárida, Socializando Saberes".

- O que está representando o apoio do CEPFS, através da parceria com a IAF, para a vida da sua família?

Marlene
Está representando muita coisa, inclusive, está realizando meu maior sonho: ter água disponível para aguar minhas plantas, pois eu adoro plantar tanto plantas medicinais como ornamentais, e também fazer canteiros. E como eu gosto de criar bicho, aqui a gente sofria muito com os animais, mas, agora eu tenho a esperança que vai chover, a cisterna vai encher e nunca mais eu vou sofrer pela falta de água.

- Com isso, nós podemos até destacar a questão da qualidade de vida, que com certeza a partir deste projeto vai melhorar muito!

Marlene
Com certeza. Inclusive o pessoal daqui está se mudando muito para a cidade, devido à falta de água, e até mesmo eu já tinha pensado antes, mas, agora depois desse projeto jamais eu vou sair daqui, porque aqui está ficando tudo organizado, como você está vendo. Melhorias para os animais e para a família principalmente.

- Sua família já tinha conseguido outro apoio através de algum projeto, ou este é o primeiro?

Marlene
Já tinha conseguido sim, pois eu já tenho a cisterna de água para beber que foi feita há muito tempo através das associações, e foi de grande importância.

- Sua família já tendo sido beneficiada anteriormente com outro projeto. Como você pode estabelecer a diferença entre um e outro?

Marlene
Eu vejo que há tempos atrás as coisas eram muito mais difíceis. E agora o projeto é maior, melhor, e beneficia várias coisas, não só nos ajudando com a cisterna, pois tem a cerca dos animais e o galinheiro, onde eu penso em fazer uma granja, e para mim vai ser muito importante.


- Quais as dificuldades encontradas agora, durante esta realização?
 
Marlene
No momento a maior dificuldade  que estou enfrentando é com o processo de construção da cisterna. Como não água eu tive que comprar vindo de Desterro, hoje mesmo está quase acabando a que tem aí. Próxima semana já tem que comprar de novo, e também a questão de areia que não tinha e teve que vir de fora. Foram muitas dificuldades, e para conseguir uma coisa sabemos que é difícil, mas temos mais é que lutar.

- Você falou na questão da vida em comunidade, da participação nas associações. Como você poderia avaliar esta participação?

Marlene
Tem muitos pontos positivos, principalmente aqui na comunidade Cipó. O Fundo Rotativo Solidário aqui está bem organizado, e quando alguém precisa é possível se beneficiar do dinheiro, de acordo com o grupo. O bom é que as pessoas também estão com uma visão bem diferente da associação, porque antes eles estavam desestimulados, mas depois destes projetos estão tendo interesse em procurar saber como se consegue.

- Para finalizar, eu pediria para que você deixasse uma mensagem para outras pessoas que possam vir a ser beneficiadas com esse projeto.

Marlene
Que as pessoas nunca desistam da associação, que contribuam e colaborem com o Fundo Rotativo Solidário, que é muito importante. Inclusive eu sempre friso nas associações para que devolvam o dinheiro que pertence ao fundo, pois estamos conseguindo ficar cada vez mais independentes dos políticos. Como estamos em um ano eleitoral, os políticos gostam muito de aproveitarem estas situações, e como todos estão se organizando e muita gente hoje tem sua água para beber (só não no momento, porque não choveu), e sendo assim estão tendo independência. Isso tudo se dá graças às associações e aos projetos que estão vindo através delas.

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