quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UM DEDO DE PROSA ouviu o estudante José Edmar do nono período de Engenharia Florestal que comentou sobre suas percepções após a visita.

Vejo que todas essas iniciativas desenvolvidas nesta área são de fundamental importância, sobretudo, porque permitem um aprendizado para o homem do campo no tocante ao manejo adequado dos recursos naturais, permitindo assim que se possa viver dignamente na região semiárida, evitando com isso o êxodo rural. Pode-se perceber nesta visita que várias experiências estão dando certo, principalmente, na captação e manejo de água de chuva e recuperação do solo. Podemos dizer que são iniciativas que somadas geram um processo de desenvolvimento em agroecologia. Avalio que hoje estamos quebrando essa barreira que existia entre a Universidade e as experiências produzidas por outros setores da sociedade; estamos, de certo modo, se aproximando destas experiências e do próprio homem, isso nos traz um aprendizado muito grande. Acho extremamente positiva essas iniciativas desenvolvidas pelas ONGs, e o CEPFS, na nossa região, é um belo exemplo disso. A experiência desenvolvida pelo CEPFS em sua área experimental serve para reafirmar que a nossa região semiárida é detentora de um potencial muito grande e que é plenamente possível viver de forma digna e sustentável. Enquanto estudante do curso de engenharia florestal, avalio de fundamental importante pensarmos o desenvolvimento da nossa região de forma conjunta, onde universidade e as experiências que estão sendo construídas pela sociedade civil possam dialogar e construir coletivamente esse desenvolvimento.

ESTUDANTES DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL DA UFCG VISITAM ÁREA EXPERIMENTAL DO CEPFS


Estudantes do Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, coordenados pela professora Alana da disciplina de Extensão Rural, visitaram a área experimental do CEPFS, na comunidade Riacho das Moças – Maturéia-PB. A visita aconteceu no dia 22 de novembro e teve como principal objetivo aproximar estudantes do curso de engenharia florestal com as experiências práticas de convivência com a realidade semiárida que estão sendo desenvolvidas por organizações da sociedade civil.

A professora Alana falou sobre a importância de se ter uma parceria entre esse tipo de projeto/ações e a Universidade.

É possível a Universidade pensar no desenvolvimento de atividades que contribua com o público beneficiário do CEPFS, sobretudo no que se refere ao manejo das propriedades rurais. Acho importante a Universidade se aproximar, cada vez mais, destas experiências que detém o saber empírico e, ressalto que a UFCG tem plenas condições de agregar, a esse conhecimento, o saber técnico que detém e que até hoje é muito pouco utilizado nesse sentido. Um dos aspectos importantes do ponto de vista pedagógico desta experiência, é que a mesma é apresentada como uma amostra, a reaplicabilidade das experiências desenvolvidas depende da sensibilidade e potencial das famílias e comunidades que a visitam. Vejo como imprescindível o envolvimento de professores, técnicos e até os políticos da região no sentido de dinamizar, cada vez mais, essa experiência. Acho que a experiência desenvolvida pelo CEPFS em sua área experimental é bastante favorável para que estudantes da UFCG realizem suas teses de mestrado e, nesse contexto, se comprometeu a estimular a própria universidade e os estudantes a exercitarem essa prática.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O CEPFS CONCLUIU A IMPLANTAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS PILOTO EM COMUNIDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE CACIMBAS!


O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, em parceria com a Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas e Região CAMEC, concluiu, no último dia 06/novembro, um projeto piloto de implantação de 05 sistemas de boias e 05 bombas d’água trampolim nas comunidades rurais: Jardim, São Sebastião, Serra Feia, Cipó e Fundamento de Cima. São tecnologias sociais, de custo acessível que permitem maior qualidade da água captada da chuva, armazenada nas cisternas para o consumo humano. O sistema de boia, por exemplo, permite que a primeira parte da água das chuvas não vá para as cisternas e sim para um pequeno reservatório que fica ao lado da cisterna construído a partir do dimensionamento do telhado. Depois do telhado limpo é que é acionada uma boia que fica na parte interna da tubulação e, a água limpa, passa a tomar a direção da cisterna. Com a bomba trampolim as famílias terão mais facilidade no processo de coleta de água das cisternas, evitando contaminação. Espera-se que essa iniciativa, piloto, possa motivar outras famílias a buscarem apoio para implantar em suas cisternas essas tecnologias sociais como ferramentas que facilitam o processo de manejo da água captada da chuva, garantindo mais qualidade que, por sua vez, terá impacto na qualidade de vida a partir de melhores condições de saúde.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Marcelo – Estudante de Engenharia Florestal

“ A Academia(Universidade) deveria ter a finalidade de dialogar com as experiências que estão sendo construídas pela sociedade civil, isso elevaria o nível de conhecimento e compreensão sobre os potenciais da nossa região”;

“ É uma experiência que serve de referencia para a região e tem plenas condições de contribuir, efetivamente, com o processo de desenvolvimento a partir da construção coletiva do saber popular e acadêmico”;

“ As ações da academia(Universidade) ainda são bastante fragmentadas, é preciso que a mesma desperte para um desenvolvimento sistêmico. Essa experiência do CEPFS nos traz essa oportunidade nesse sentido”.

Angeline – Estudante de Ciências Biológicas

“ Experiências igual a essa deveriam ser melhor estudadas por parte das Universidades no sentido de que as mesmas pudessem ser melhor divulgadas”;

“ A partir das tecnologias desenvolvidas nessa experiência, fica evidente que o problema do semiárido não é a falta de chuva, mas, sim, a forma de captação da água de chuva e aproveitamento dos potenciais existentes em nossa região”

Após a visita, Um Dedo de Prosa conversou com os estudantes sobre suas percepções!

Rosangela – Estudante de Engenharia Florestal

“ As experiências aqui desenvolvidas representam uma importância muito grande para a agrobiodiversidade da região”;

“ Um destaque importante é a diversidade de tecnologias que existe para captar água da chuva e permitir o seu aproveitamento”;

ESTUDANTES DA UFCG VISITAM ÁREA EXPERIMENTAL DO CEPFS DURANTE REALIZAÇÃO DA XIII SEMANA DE ENGENHARIA FLORESTAL

A Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, campus de Patos-PB, realizou no período de 20 a 22 de outubro a XIII edição da Semana de Engenharia Florestal. Vários mini-cursos fizeram parte da programação, entre eles, um mini-curso sobre experiências exitosas de convivência com a realidade semiárida. Nesse sentido, estudantes dos cursos de ciências biológicas e engenharia florestal, visitaram, no dia 20 de outubro, a área experimental do CEPFS, na comunidade de Riacho da Moças, Maturéia-PB, com o objetivo de conhecer tecnologias sociais e práticas alternativas de manejo sustentável dos recursos naturais que estão sendo desenvolvidas na área experimental. Participaram da visita 03 estudantes, dentre eles 01 do sexo masculino além de um técnico do Programa de Promoção e Ação Comunitária da Diocese de Patos-PROPAC.