O projeto Convivência com a Realidade Semiárida é Finalista do Prêmio Planeta Casa da Revista Casa da Editora Abril, 2012. É a segunda vez que o trabalho do CEPFS chega a final deste prêmio. No ano de 2010, foi finalista e vencedor na categoria Ação Social. Este ano, mais uma vez é um dos finalistas. Veja http://casa.abril.com.br/materia/premio-planeta-casa-conheca-os-finalistas. Em outubro serão anunciados os vencedores. De certo modo é mais uma conquista, em cuja qual os atores sociais são os agricultores e agricultores experimentadores que ao longo da trajetória de trabalho da entidade tem aderido ao seu processo de capacitação e reflexão acerca do desenvolvimento local.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Famílias Beneficiárias do Programa Uma Terra e Duas Águas participam de Capacitação em GAPA
Renalle Benício
Comunicadora Popular CEPFS/ ASA
Teixeira 08/09/2012
A primeira parte da atividade foi dedicada a um
diálogo que enfatizou as ações de convivência com o Semiárido, desenvolvidas
pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil). Em outro momento os participantes se
reuniram, e divididos em grupos construíram o mapa hídrico da comunidade. Na apresentação
dos trabalhos os grupos apresentaram as fontes hídricas existentes na
comunidade, a ocasião também gerou debate sobre os motivos pelos quais algumas
fontes deixaram de existir.
Após as visitas os participantes discutiram sobre
as impressões que tiveram. Para seu Sebastião Martins a experiência vista pode
ser reaplicada basta o agricultor acreditar “isso foi possível porque ele acreditou e se organizou. Quando a gente
acredita em alguma coisa, encontra forças para conseguir realizar. Outra coisa,
o que vimos aqui não vem de agora, o que faltava era mais conhecimento e
informação”. Declarou o agricultor.
Durante toda a capacitação, além da troca de
experiência entre agricultores e agricultoras também houveram momentos de muita
descontração e animação.
A capacitação em Gestão de Água para a Produção
de Alimentos é uma das ações de formação do Programa Uma Terra e Duas Águas, o
objetivo central é refletir e construir com as famílias beneficiadas pelo
programa, alternativas para a gestão sustentável da água.
“Aprendi muitas coisas interessantes, quero
que o arredor da minha casa fique um paraíso, vou plantar muitas frutas e
verduras. Antes desse encontro, eu não dava valor ao umbuzeiro e agora quero fazer
uma plantação. Ontem mesmo quando cheguei em casa, fui na casa da vizinha,
consegui quinze caroços de umbu e já plantei. Aprendi que é uma planta tem
muita serventia e que devemos valorizar.”
Maria Márcia
Comunidade Coronel
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Beneficiários do Projeto Comunidade e Renda Participam de Capacitação Sobre Planejamento Estratégico
Renalle Benício
Comunicadora Popular CEPFS/ASA
No mês de agosto, os beneficiários
do Projeto Comunidade e Renda participaram de uma capacitação sobre Planejamento
Estratégico. O evento foi promovido pelas comunidades locais com assessoria da Coordenadoria
Ecumênica de Serviço (CESE) que, através do referido projeto está apoiando os
grupos das Unidades de Beneficiamento de fruta (extração de polpa) das comunidades
Fava de Cheiro e Poços de Baixo, no município de Teixeira, com assessoria,
capacitação e infra-estrutura.
O evento aconteceu na sede da
Associação de Fava de Cheiro. Durante três dias os participantes discutiram
notadamente sobre os avanços e desafios dos grupos, controles administrativos
financeiros, e perspectivas.
As
Unidades de Beneficiamento de Polpa de Frutas foram implantadas no segundo semestre do ano de 2009,
a partir do projeto de Adaptação as Mudanças Climáticas que surgiu da
constatação da existência de um significativo potencial frutífero e do
desperdício que existia. O
objetivo é melhorar a qualidade de vida das famílias a partir do aproveitamento
do potencial frutífero da região, gerando renda e mudanças no hábito alimentar.
Em Poços
de Baixo a Unidade de Beneficiamento de Frutas conta com a participação, direta,
de 04 famílias, já em Fava de Cheiro participam 03 famílias. Em ambas as
comunidades os grupos contribuem com a dinâmica de Fundo Rotativo Solidário,
que dá sustentabilidade e possibilidade ao desenvolvimento de outras ações.
“Esta capacitação sobre planejamento
estratégico ajudou o grupo a se organizar melhor, antes algumas pessoas
chegavam a hora que queriam e ganhavam o mesmo valor das demais. A partir de
agora haverá mudanças, teremos também mais comprometimento, um melhor
planejamento, e conseqüentemente bons resultados” afirmou Vânia Lúcia, da comunidade Poços de Baixo
Para Iolanda Silva beneficiária da comunidade de Fava de Cheiro, foi um momento de muito aprendizado “A capacitação veio fortalecer a
nossa organização através dos conhecimentos adquiridos. É como se estivéssemos
começando, estávamos perdidos sem planejamento, não tínhamos fundo de reserva,
mas a partir de agora teremos. Aprendemos muito.
Entrevista
Erivaldo Pedro
Consultor da CESE
Erivaldo Pedro - Esse projeto visa
apoiar as organizações produtivas populares. A CESE está apoiando dois grupos
aqui na Paraíba, dois no Pernambuco, quatro na Bahia e dois no Maranhão. Aqui na
Paraíba um dos grupos apoiados é este de Teixeira da Associação de Poços de
Baixo, mas que tem extensão para o grupo aqui de Fava de Cheiro, a finalidade é
contribuir com o fortalecimento desses grupos para que eles tenham melhor
produção, condições de renda e também o alcance de seus objetivos. Apóia principalmente
com formação, capacitação, assessoria e também com um pequeno recurso para
melhorar a infra-estrutura.
Em relação às capacitações, foi
disponibilizado um diagnóstico organizacional, onde nós fizemos dois momentos, um primeiro com dois dias e um segundo com três dias, para fazer um
levantamento das partes produtiva, financeira e organizacional como um todo. Fizemos
a matriz onde identificamos as fragilidades, apresentamos para os grupos e
fizemos uma priorização do que vamos trabalhar. A CESE viu como poderia apoiar
e solicitou que nós fizéssemos um programa de capacitação que vai de agosto à
dezembro.
Dedo de Prosa - E o que foi priorizado?
Erivaldo Pedro – Primeiramente a necessidade
da realização de um planejamento estratégico, que é este encontro, o segundo
encontro será sobre contabilidade básica, o terceiro encontro será sobre
técnicas de vendas onde nós traremos algumas técnicas modernas de comercialização,
em outubro nós teremos uma capacitação sobre as organizações e suas obrigações
legais, e em dezembro nós teremos uma visita de acompanhamento para perceber o
processo evolutivo do grupo.
A avaliação de fato do programa
acontecerá em janeiro ou fevereiro em Salvador. Serão escolhidas duas pessoas
do grupo para participarem e avaliarem como foi este processo de capacitação. Então
o processo que a CESE está implantando com os programas é justamente isso.
Dedo de Prosa - Em se tratando de infra-estrutura,
existe algum apoio?
Erivaldo Pedro - Existe um montante
de recurso, este recurso ele não é carimbado para isso ou aquilo, no decorrer
destas capacitações até dezembro nós estaremos formatando um plano de negócio,
e nesse plano nós iremos identificar algumas fragilidades e necessidades que os
grupos têm, para melhorar o processo produtivo, então a CESE poderá até financiar
a compra de algum equipamento, algum bem. Não é muito recurso, tem um valor
específico que não pode ultrapassar, tem
que ser de acordo com aqueles gargalos que nós percebemos existir no grupo. Então
a CESE tentará contribuir tendo em vista a melhoria da produtividade e
conseqüentemente o lucro do grupo.
Dedo de Prosa - Esta capacitação que
está acontecendo é sobre planejamento estratégico, qual a importância da mesma
para o fortalecimento das ações do projeto?
Erivaldo Pedro - Acho que o planejamento
estratégico é um meio primordial para a organização que quer avançar. É comum que
com o passar dos anos, os grupos percebem a necessidade de cada vez mais se
planejarem, então é chegada a hora que as organizações demandam um planejamento
mais articulado. Nós percebemos que neste caso, nestes dois grupos esta é uma
hora propícia, os grupos estão num patamar de produção um tanto elevado, já estão
tendo condições de gerar uma renda satisfatória e se o grupo não tiver um foco
bastante definido, com bastante clareza, o grupo termina se perdendo. Então as
pessoas percebem que existe maneira de ganhar dinheiro de forma honesta,
produtiva se o grupo não tiver essa clareza e caminhos mais firmes a serem
traçados, o grupo se perde na caminhada ou acaba perdendo algumas pessoas que
são extremamente importantes. Existem vários olhares dentro do planejamento
estratégico, e não é olhar somente o econômico, existe também o olhar social,
político e ecológico. As pessoas precisam compartilhar e comungar desses
olhares, que seja um olhar comunitário e não individual.
Adutora do Rio São Francisco uma alternativa eficiente.

É curioso que paralelamente a obra da transposição do Rio São Francisco está se construindo uma adutora que vai levar do rio São Francisco até a cidade de Afogados da Ingazeira.
A adutora começa também no município de Floresta-PE mais precisamente na comunidade paus preto
que dista 20km da cidade.
A água levada pela adutora abastecerá as seguintes
localidades: distrito de Nazaré do Pico, Serra Talhada, Calumbi, Nova Canaã,
Flores e Afogados da Ingazeira.
A construtora imobiliária Rocha tem avançado bastante a
obra, pois já estão construindo a estação de bombeamento nas margens do rio São
Francisco.
As vantagens de construir adutoras são enormes. Por exemplo:
o desmatamento é menos, não tem problema de travessia, pois os canos são
enterrados, evita a evaporação da água, não é preciso deslocar ninguém da sua
terra, o custo da obra é menos, pouca empreiteiras para construção, o tempo de
execução é bem menos...
Investir, criar e melhorar os sistemas de adutoras no
semi-árido é a solução.
Floresta, 30 de agosto de 2012.
Floresta, 30 de agosto de 2012.
Pe. Sebastião Gonçalves
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Encontro reflete o papel da comunicação na intervenção política da ASA
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De quarta a sexta-feira desta semana (22 a 24), cerca de 50 pessoas envolvidas diretamente com as ações de comunicação da ASA estarão juntas. Do total de participantes, mais da metade são novos comunicadores e comunicadoras. A oficina acontece no Hotel Canarius, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A oficina tem como proposta a construção de uma unidade de visão da equipe de comunicação sobre a sistematização de experiências. Pretende-se também lançar um olhar para a sistematização percebendo-a dentro de um contexto mais amplo de comunicação para a transformação social. Assim, a sistematização amplia seu sentido na intervenção política da ASA. O caminho a ser construído na oficina parte dos elementos orientadores da metodologia da ASA – conceitos, princípios e crenças – para chegar na reflexão sobre a ação de sistematização como estratégia de difusão das inovações e dos conhecimentos dos agricultores e agricultoras experimentadoras. “No Semiárido, foi a política quem decretou a concentração da terra, da água e do conhecimento e, assim, decretou também a marginalização da grande maioria da população da região”, atestou Naidison Baptista, coordenador executivo da ASA pelo estado da Bahia, que fez a fala de abertura do encontro. “Com relação à dimensão do conhecimento, os comunicadores e comunicadoras da ASA têm uma grande contribuição a dar”, completa. Na programação da oficina, está previsto um diálogo entre os comunicadores e quatro agricultores – Rafael e Joelma, de Pernambuco, e Angeneide e Socorro, da Paraíba. Todos são muito experientes na lida com a agricultura agroecológica e alcançaram o estágio de convivência com o Semiárido. “A proposta da ASA está para além de construir cisternas. A ASA traz um projeto político no qual a centralidade é ocupada pelo protagonismo dos agricultores. Então, a ideia de proporcionar esta conversa dos comunicadores com os agricultores e agricultoras é para o grupo perceber que a sistematização deve estar a serviço dos agricultores que produzem e disseminam conhecimento”, comenta Adriana Galvão, assessora da ASP-TA, organização que atua no Semiárido paraibano e faz parte da ASA desde seu início. A sistematização das experiências dos agricultores familiares que vivem no Semiárido se concretiza através do boletim Candeeiro, que já superou a marca de mil edições. “Um agricultor uma vez disse que os Candeeiros são o resultado da junção do povo das letras com o povo da sabedoria – os agricultores e agricultoras. E que os mais de mil Candeeiros estão “alumiando” o Semiárido. Alumiam como? Mostrando as coisas bonitas do Semiárido e o conhecimento de quem é de lá”, contou Baptista. Equipe renovada - Esta oficina tem um significado importante por ser a primeira realizada depois da chegada de novos comunicadores e comunicadoras na rede. “Por eu ter chegado há pouco tempo na ASA, minha expectativa é, acima de tudo, conhecer e me integrar com a equipe de comunicação, compreender melhor a linguagem que a ASA usa para se comunicar com a sociedade de uma forma geral e, com isso, absorver o máximo de conteúdo para que meu trabalho junto a ASA se desenvolva, e também contribuir um pouco com minhas vivências, por que não?”, anuncia Rodrigo Dias, comunicador da ASA pelo estado da Bahia e vinculado à Cedasb, uma organização com atuação no Semiárido baiano. |
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Seca poderá atingir o Sertão da Paraíba em 2013, afirma Metereologista
De acordo com o físico e meteorologista Rodrigo Cezar Limeira, um novo episódio do fenômeno El Niño já está formado e deve se intensificar nos próximos meses tornando-se moderado.Atualmente a temperatura da porção central do Oceano Pacifico está em torno de 0,7ºC acima da média, caracterizando um El Nino fraco, caso o fenômeno se intensifique nos próximos meses, o cenário para as chuvas do semiárido no próximo ano poderá ser inclusive desfavorável para a pratica da agricultura, pastagens e pode comprometer inclusive o armazenamento dos reservatórios de água.
De acordo com Rodrigo, o monitoramento do fenômeno El Nino nos próximos meses, vai ser decisivo para indicar o tamanho dos prejuízos na estação chuvosa da região semiárida nordestina no ano que se aproxima. “ Se este El Nino não dissipar até o mês de Janeiro do próximo ano, as chuvas no interior da Paraíba, no período de estação chuvosa (Fevereiro a Maio) deverão ser abaixo da média histórica” diz Rodrigo.
Rodrigo disse que o fenômeno dura entre 12 e 18 meses aproximadamente e que o mesmo se configurou agora em Julho. Ainda de acordo com Rodrigo, caso este El Nino evolua para a condição de moderado, situação semelhante ao que ocorreu em 2010 e 2007, as chuvas poderão ficar entre 30% e 50% abaixo da média histórica em muitos municípios da região semiárida. Em se mantendo fraco, as chuvas devem oscilar entre 10% e 30% abaixo da média, caso seja forte, situação mais remota, as chuvas poderão ficar entre 50% e 70% abaixo da média.
Fonte: Patos Online
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
CEPFS inicia Atividades do Projeto Sertão Ecológico e Solidário nos Municípios de Teixeira e Cacimbas
Renalle Benício
Comunicadora
Popular CEPFS/ASA
O Projeto
objetiva promover educação ambiental. Apoiará 15 famílias de agricultoras e
agricultores experimentadores com a implantação de hortas com economia de água.
Pretende também implantar kits de lixeira para a coleta seletiva de lixo em 10
sedes de associações comunitárias e capacitar 180 famílias sobre uso
sustentável dos recursos naturais ao redor de casa, com enfoque para o
tratamento adequado do lixo doméstico, constituição de pomares, cultivo de plantas
medicinais e ornamentais.
E
apoiado pela BrazilFoundation que anualmente lança editais para seleção de
projetos, neste último edital o CEPFS participou da concorrência e foi vencedor
da categoria desenvolvimento local.
“um dos
pontos positivos é que o espaço utilizado pelas famílias para depositar o lixo
a partir da implantação do projeto será aproveitado para outra finalidade”.
Francisca Barbosa
Presidente da Associação de Coronel - Teixeira
Entrevista
Aurilene Venâncio
Coordenadora do
Projeto
Aurilene - A partir de visitas as comunidades,
onde foram identificadas que as famílias ali residentes
não tinham a preocupação de dar um destino ao lixo domestico, deixando bem a
vista ao redor das residências.
Dedo de Prosa - Quais benefícios podem ser gerados na
família e na comunidade a partir da implantação do projeto?
Aurilene – os benefícios são vários, destacamos
o destino correto do lixo doméstico, a utilização desse lixo como recurso
natural (adubo orgânico), a geração de renda e o resgate de plantas medicinais
e ornamentais.
Dedo de Prosa - O Projeto Sertão Ecológico e Solidário
buscará integrar o saber técnico com o saber popular, qual a importância de
somar estes saberes?
Aurilene - Teoricamente “não existe o saber
técnico sem o popular”. Portanto vemos como é importante somar os saberes e
valorizar sobre tudo o conhecimento popular.
Dedo de Prosa - Quais os desafios em se
tratando do destino final do lixo?
Aurilene - Como você se “refere destino final do
lixo” esse será de fato o maior desafio, isso em se tratando da parte que não
será possível ser reutilizada pelas famílias. Eu acredito que a partir do momento
da realização das atividades surgirão sugestões dos participantes que possam
colaborar para a solução desse problema.
Dedo de Prosa - Quais estratégias a entidade
pretende desenvolver para viabilizar o sucesso do projeto?
Aurilene - Formação e sensibilização das
famílias onde o projeto será implantado, implantação de kit´s coletores de lixo
nas associações comunitárias, aproveitamento dos recursos naturais ao redor de
casa e realização de oficinas para aproveitamento do lixo.
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