O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, concluiu no período de 06 a 09 de março, a construção de 15 cisternas com sistema de boia para lavagem do telhado e bomba trampolim. Nesta última etapa de construção foram instaladas todas as bombas trampolim das 15 cisternas e afixadas placas com informações das entidades executaras e financiadoras. Essa tecnologia permite um manejo adequado através de um processo de sucção do precioso líquido sem contato direto com a água. A construção dessas cisternas é parte do projeto Convivência com a Realidade Semiárida, Promovendo o Acesso a Água, Solidariedade e Cidadania, apoiado pelo Fundo Finlandês de Cooperação Local da Embaixada da Finlândia no Brasil, em parceria com a agência de Cooperação da Igreja Católica da Irlanda Trocaire. Nesta etapa foram beneficiadas diretamente 15 famílias, com mais de 70 pessoas, de 09 comunidades do município de Teixeira, assim distribuídas: Santo Agostinho (3); Poços (3); Coronel (2); Serra Verde (2); Catolé dos Machados (1); Catolé da Pista (1); Riacho Verde (1); Fava de Cheiro (1) e Guarita (1). Considerando o objetivo que é propiciar melhores condições de vida das famílias a partir do acesso a água de qualidade para o consumo humano, fica evidente a satisfação dessas famílias. Quando da aposição das bombas trampolim, representantes das famílias, sobretudo, as mulheres, explicitaram sua alegria em já está consumindo água captada pelas cisternas com as primeiras chuvas caídas na região. “só sabe o que é ter uma cisterna em casa quem a possui. Eu tinha vergonha de oferecer um copo de água para uma visita, hoje me sinto bastante a vontade para fazer isso, porque sei que estou ofertando uma água de boa qualidade”, esse foi o relato da Sra. Ana Cláudia da comunidade Catolé da Pista, quando do momento da instalação da bomba trampolim. O fortalecimento dos Fundos Rotativos Solidários é outro objetivo deste projeto. Espera-se que nas comunidades onde tiveram famílias beneficiadas, possa haver o fortalecimento dessa dinâmica e, conseqüentemente, haja maiores e melhores condições, por meio da solidariedade entre as famílias, para possíveis soluções das fragilidades, hora reaplicando a experiência em famílias que ainda não tem, hora dinamizando a organização comunitária para buscar novos apoios a partir do referencial que vem sendo construído, nos últimos anos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
CEPFS CONCLUI CONSTRUÇÃO DE CISTERNAS EM COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA – PB
segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
CEPFS É FINALISTA DE MAIS UM PRÊMIO!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012
P1MC e o uso da água: entre conquistas e conflitos
11/01/2012
FOTO: MAÍRA GAMARRA
Por Luzineide Dourado Carvalho
Água e território no semiárido brasileiro é uma relação de territorialidade e de contradições. A maneira interativa e de convivência com os regimes de signos, códigos e alternâncias da natureza marca a relação do sertanejo com as condições de viver e sobreviver em um vasto território configurado pela irregularidade de chuvas. O sertanejo aprende desde cedo a lidar com esse ciclo natural, e nele viver “entre o excesso e a escassez da água a produção de processos subjetivos” (DE MARCO, 2003, p. 10)1. Ou seja, viver a escassez ou o excesso é a condição da existência no sertão semiárido e nessa temporalidade organizar a vida neste ambiente. Entretanto, a presença da seca gerou a conotação de natureza hostil. Comunicadas e representadas de forma estereotipada, negativa e pejorativa de dizer e de apresentar o território, a natureza e as gentes do sertão semiárido.
Drª em Geografia -UNEB/DCH III/NEPEC-SAB | luzidourado@hotmail.com
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Verso “Dilma porque você acabou o que vinha dando certo”?
Verso “Dilma porque você acabou o que vinha dando certo”?
A Caminhada vem de tão longe;
Fazendo tudo concreto;
Até transformou o que era deserto;
O que era longe ficou perto;
Dilma porque você acabou;
O que vinha dando certo.
O povo vivia no sufoco;
Tudo era descoberto;
Hoje tem alegria;
Tem um teto onde acolhe;
Os filhos e os netos;
E todos que estão por perto;
Dilma porque você acabou;
O que vinha dando certo.
As mulheres se levantavam a meia noite;
Para ir buscar água distante;
Pois Sofria muito e não dava;
Para fazer a luta de casa;
Tudo era incompleto;
Hoje elas têm descanso;
Pois a água é bem perto;
O que faltava ficou fértil;
Dilma porque você acabou;
O que vinha dando certo.
Raimundo Arruda de Andrade
Presidente da Associação Comunitária da Comunidade Catolé da Pista – Teixeira - PB
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Governo Federal rompe Parceria com a ASA, com o P1MC e com o P1+2
Prezados Companheiros e Companheiras,
Gostaríamos de informar que ontem a coordenação da ASA foi convocada para um reunião com o MDS em Brasilia e o desfecho final foi o comunicado de que o Governo Federal não mais fará parceria com a ASA através da AP1MC, que sua estratégia é fazer as ações do Água para Todos pelos estados e municípios, negando uma caminhada de mais de 8 anos, onde a ASA não só apenas construiu o P1MC e o P1+2, como uma nova perspectiva de empoderamento das famílias e por conseguinte, protagonista da construção da politica pública de acesso a água que hoje o MDS executa.
O que o governo Dilma está propondo é apagar uma das mais belas e exitosas experiências de participação social e construção de cidadania pelos os que sempre foram marginalizados, mas, tomaram a história em suas mãos e trouxeram para o centro do debate, o conceito e as iniciativas de convivência com o Semiárido.
Enquanto rede, precisamos nos articular nos estados e municípios num movimento que dê conta de visibilizar para o governo a estratégia errônea, injusta e desrespeitosa que vem tratando a ASA a sociedade civil organizada do Semiárido brasileiro, que apesar de todos os relatórios recentes favoráveis da CGU, TCU e depoimentos públicos da Secretaria Executiva da CGU de que a ASA é uma das experiências mais exitosas em gestão de recursos públicos no país.
Nós, que terminamos o ano de 2010 com o reconhecimento público do governo brasileiro, recebendo das mãos do presidente Lula o prêmio de Direitos Humanos na linha de enfrentamento da pobreza, somos agora surpreendidos com a posição do governo Dilma de que a ação da ASA não é mais estratégica.
A posição do governo brasileiro na reunião de ontem foi clara: não tem mais interesse em continuar apoiando o P1MC e o P1+2.
Precisamos cada organização, entrar em contato com as famílias, comissões municipais, lideranças, parlamentares, governadores e demais parceiros que acreditam e reconhecem a ação da ASA na construção de um Semiárido mais justo para as famílias.
Estamos fazendo vários contatos com pessoas e organizações que apoiam a ASA para juntos revertermos este quadro. Vamos fortalecer essa corrente de solidariedade e luta para continuarmos construindo um Semiárido mais justo para os homens e mulheres da região.
Estamos lutando com toda a nossa força e conclamamos todos e todas a construirmos o enfrentamento e a defesa de nosso Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido.
Coordenação Executiva
Essa parceria vinha sendo desenvolvida desde o último governo de Fernando Henrique Cardoso. O Governo Federal agora muda, sem explicações claras, a estratégia para trabalhar, através de um pacto federativo, incluindo como parceiros os estados e municípios, Esse agora é o caminho do governo federal, que sem dúvida, enfraquecerá a sociedade civil que vinha cumprindo um papel importante. O CEPFS, por exemplo havia sido selecionado em um certame da ASA Brasil para assumir, a partir de janeiro de 2012, uma Unidade Gestora Territorial do P1+2 - Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido: Segurança Alimentar e Soberania Alimentar através do Manejo Sustentável da Terra e das Águas na Região da Serra do Teixeira. Era uma possibilidade real de ampliar as ações complementares à projetos que já vem desenvolvendo na região, mas, com essa decisão provavelmente, não mais assumirá. Precisamos criar um movimento que vá além do território Nacional para mostrar a nova estratégia do governo Brasileiro e seus impactos, sobretudo, em relação a construção da cidadania e não apenas de cisternas ou de qualquer outra tecnologia. É importante divulgar ao máximo essa péssima posição do governo brasileiro que terá como conseqüência o enfraquecimento da sociedade civil e e fortalecimento de empreiteiras que passarão a usufruir dos recursos que poderiam gerar muitos mais resultados, como vinham gerando através da gestão participativa de várias organizações da sociedade civil através da ASA Brasil.
José Dias Campos
Coordenador Executivo/CEPFS
Empreendedor Social da Ashoka
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
CEPFS GANHA PRÊMIO DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL DA FORD
O CEPFS foi vencedor do Prêmio Ford de Conservação Ambiental, em sua 16a Edição, na categoria Negócios em Conservação. O anúncio se deu no final do Seminário sobre sustentabilidade da Ford, realizado ontem dia 05/12 no MAM, em São Paulo, com a seguinte programação: 14h15 Abertura oficial do seminário (Marcos de Oliveira); 14h30 “Materiais Alternativos” – Ricardo Munerato (gerente de engenharia avançada da Ford); 15h:30 Palestra Luiz Machado, coordenador nacional do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da ILO (International Labor Oranization); 16h30 “A Estratégia de Sustentabilidade da For” – John Vieira, diretor de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Segurança da Ford; 17h30 Início da Cerimônia de premiação com Anúncio e Discurso dos Ganhadores. Participaram do evento José Dias Campos e José de Anchieta Alves. É mais uma conquista importante obtida pelo CEPFS, em cuja qual, os atores sociais de destaque são as famílias e comunidades engajadas no trabalho de buscar formas de conviver com a realidade semiárida, aprofundando caminhos harmoniosos com o meio ambiente. É mais um momento importante em que o nome de Teixeira vai para o cenário nacional com algo positivo. Os que fazem o CEPFS têm a satisfação e parabenizar todas as agricultoras e agricultores experimentadores da serra de Teixeira que vem abraçando esse importante trabalho como caminho para o desenvolvimento local.
