terça-feira, 17 de janeiro de 2012

P1MC e o uso da água: entre conquistas e conflitos

11/01/2012

FOTO: MAÍRA GAMARRA


Por Luzineide Dourado Carvalho









Água e território no semiárido brasileiro é uma relação de territorialidade e de contradições. A maneira interativa e de convivência com os regimes de signos, códigos e alternâncias da natureza marca a relação do sertanejo com as condições de viver e sobreviver em um vasto território configurado pela irregularidade de chuvas. O sertanejo aprende desde cedo a lidar com esse ciclo natural, e nele viver “entre o excesso e a escassez da água a produção de processos subjetivos” (DE MARCO, 2003, p. 10)1. Ou seja, viver a escassez ou o excesso é a condição da existência no sertão semiárido e nessa temporalidade organizar a vida neste ambiente. Entretanto, a presença da seca gerou a conotação de natureza hostil. Comunicadas e representadas de forma estereotipada, negativa e pejorativa de dizer e de apresentar o território, a natureza e as gentes do sertão semiárido.


Compreendida como ‘catástrofe’, a seca tem gerado retóricas de fatalidade climática, cujas intervenções do Estado reordenaram o território Semiárido ao longo do século XX por ações de correção hídrica denominada de ‘política de combate à seca’. A transição para o século XXI surgem novos atores sociais para a produção e organização desse território, com agenciamentos e arranjos produtivos da nova fase de intervenção estatal em consonância com a economia globalizada.

O Semiárido Brasileiro do século XXI ainda é demarcado pela forte exclusão social, mas, por outro lado, por um crescente posicionamento crítico e propositivo da sociedade civil. A experiência das lutas contra a pobreza e as injustiças sociais promove desde final dos anos de 1980 uma pressão para a democratização e o controle social dos programas de desenvolvimento por meio de importantes redes, tais como a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA).

A Reforma Hídrica promovida pela ASA parte-se do pressuposto ético que a água é uma necessidade básica de todos os seres vivos: “É um direito fundamental da pessoa humana” (ASABRASIL, 2005)2. A ASA considera que somente através de um programa de aproveitamento racional das águas disponíveis possa oferecer segurança hídrica à população do Semiárido. Ao longo da história política do Brasil/Nordeste, a água foi usada como símbolo da manipulação eleitoreira. Sua oferta diretamente associado a um modelo de desenvolvimento excludente e desvinculado de desenvolvimento rural integrado e sustentável e das reais necessidades da grande parcela de sua população, caracterizada por agricultores familiares. A opção pelas águas das chuvas, pela ASA, como fonte disponível e acessível, parte de uma contextualização das características das bacias hidrográficas do Semiárido, e da consideração de que os grupos humanos se assentam, em grande parcela, no meio rural e vivem da agropecuária tradicional.

Democratizar o acesso e uso da água direciona-se ideologicamente à desconstrução da apropriação sócio-política desse recurso, bem como superar um quadro de iniquidade social ainda vigente: A parcela da população mais afetada é a faixa de 0 a 17 anos; 42,12% da população não tem rede geral e esse percentual aumenta no meio rural para 75% da população, sem acesso direto à água, pois não tem poço ou nascente na propriedade (GOMES FILHO, 2003)3.

O P1MC é desenvolvido no contexto das ações de mobilização comunitária, reeditando o mutirão, uma prática tradicional de cooperação entre os agricultores familiares; forte investimento na capacitação técnica, ofertando cursos de manejo com a água da cisterna e fortalecer o controle da sociedade civil nas ações sustentáveis para o conjunto de municípios e centenas de comunidades rurais dos Estados do Semiárido. Com sua metodologia participativa, já são mais de 624 reuniões microrregionais envolvendo 19.553 participantes; 273.104 famílias capacitadas; 6.397 comissões municipais também capacitadas, além de multiplicadores em GRH, gerentes administrativos, construtores de bombas manuais etc(ASABRASIL, 2010)4. A gestão do P1MC vai desde a escala local, com as organizações de base, até a escala nacional, com a atuação da Coordenação Executiva da ASA.

Carvalho (2010)5 identificou algumas mudanças na cotidianeidade das famílias rurais com a presença da cisterna na suas vidas, de ordem material e subjetiva, em especial, em relação à vida da mulher sertaneja: Elas têm sido impactadas positivamente, pois as cisternas as libertam de uma tarefa árdua para suas vidas, e com tempo mais livre, dedicam-se à aprendizagem de outras tarefas, a se inserirem em atividades sócio-produtivas comunitárias, bem como, se qualificarem, participarem de intercâmbios de trocas de conhecimentos, tornarem-se lideres comunitárias etc. Na vida dos homens, esses adquirem novas profissões no rural, como tornar-se um pedreiro executor ou capacitador do P1MC. No geral, as cisternas mudam a vida de toda família, que passa a desenvolver atividades de ampliação de renda em projetos sócio-produtivos agregando o valor social aos produtos territorializados beneficiados por essas famílias (doces, geléias, polpas de frutas nativas da Caatinga, biscoitos etc).

A ‘cultura da convivência’ que se forma em torno da relação interativa natureza e cultura, cujos processos educativos contextualizados abrem-se as possibilidades para emergir outra/nova linguagem de mundo, e no qual, os sujeitos podem perceber e reconhecer sua existência, reorientarem suas atitudes para o uso ecocentrado dos recursos naturais, com respeito e sem levá-los à exaustão; uma articulação do saber popular com o saber sistematizado/técnico/acadêmico, criando novas oportunidades para que os sujeitos aprendam/reaprendam habilidades pelo uso e manejo das tecnologias sociais voltadas para a criação, produção e organização comunitária a partir das demandas e potencialidades existentes. E funda a lógica ‘do guardar’ a água. Como retrata um trecho da música “Água de Chuva” (MALVEZZI, 2008)6: “Colher a água, reter a água, guardar a água quando a chuva cai do céu. Guardar em casa, também no chão e ter a água se vier à precisão”.

A cisterna é hoje, responsável pela elaboração de novos comportamentos, novas cotidianeidades e novas territorialidades no sertão semiárido. A água da chuva, agora, disposta ao lado das casas é uma água valorizada pelo sertanejo, pois este diz: “Uma água abençoada e guardada para beber”.

Certo que o P1MC ainda não equacionou as demandas de água potável para as populações rurais do Semiárido, mas se coloca como um Programa que atua diretamente na situação de necessidade e vulnerabilidade dessas populações. No entanto, ele se desenvolve dentro de um campo conflituoso, pois há diferentes modelos de desenvolvimento em disputa no Semiárido. A água, a terra e a biodiversidade da Caatinga disponíveis, mais do que nunca, são territórios visados para a apropriação capitalista. Tais embates colocam os sertanejos em posição de luta em defesa desses territórios, considerados pelos mesmos como suportes para sua produção material e simbólico-cultural no mundo.

Enquanto Programa, o P1MC é dependente do interesse das gestões públicas manterem ou não seu apoio. Tal aspecto repercute na atual gestão federal, ao cancelar seu apoio à ASA para sua continuidade, repassando para a responsabilidade das gestões públicas estaduais a construção das cisternas. Isso coloca em dúvida todo o processo de articulação e de mobilização em rede proposta pela ASA.

Muito mais do que se pensa ser o P1MC uma ação pontual e emergencial, ele é uma ação transformadora e desencadeante de novas demandas e movimentos para que o acesso e o uso democrático da água passem a ser postos em prática como políticas públicas contextuais, no Semiárido e outros territórios, marcados pela exclusão e desconsideração sóciopolitica.


____


1 DE MARCO, Giovanna. Água e processos subjetivos. 2003. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). Pontifica Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2003

2 ASABRASIL. Conhecendo o Semiárido: aspectos da proposta política de convivência com o semiárido. Recife (PE): ASABRASIL, 2005.

3 GOMES FILHO, José Farias. Crianças e Adolescentes no Semiárido Brasileiro. Recife/PE: UNICEF, 2003

4 ASABRASIL. ARTICULAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO. Construindo futuro e cidadania no semiárido. Publicação comemorativa 10 anos ASA. Recife (PE): ASABRASIL, 2010

5 CARVALHO, Luzineide Dourado. Ressignificação e Reapropriação Social da Natureza: Práticas e Programas de ‘Convivência com o Semiárido’ no Território de Juazeiro (Bahia). 2010. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Federal de Sergipe. Núcleo de Pós-Graduação em Geografia/NPGEO. São Cristóvão, Sergipe, 2010.

6 MALVEZZI, Roberto. Água de Chuva. Intérprete: Nilton Freitas, Roberto Malvezzi, Targino Gondim.In: Belo Sertão: a convivência com o semi-árido através da música:Compact disc digital áudio, 2008. CD. Faixa 03

Drª em Geografia -UNEB/DCH III/NEPEC-SAB | luzidourado@hotmail.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Verso “Dilma porque você acabou o que vinha dando certo”?

Sentimentos expressados por um agricultor experimentador que, também, é uma liderança comunitária sobre o rompimento da parceria do MDS com a ASA Brasil:

Verso “Dilma porque você acabou o que vinha dando certo”?


A Caminhada vem de tão longe;

Fazendo tudo concreto;

Até transformou o que era deserto;

O que era longe ficou perto;

Dilma porque você acabou;

O que vinha dando certo.


O povo vivia no sufoco;

Tudo era descoberto;

Hoje tem alegria;

Tem um teto onde acolhe;

Os filhos e os netos;

E todos que estão por perto;

Dilma porque você acabou;

O que vinha dando certo.


As mulheres se levantavam a meia noite;

Para ir buscar água distante;

Pois Sofria muito e não dava;

Para fazer a luta de casa;

Tudo era incompleto;

Hoje elas têm descanso;

Pois a água é bem perto;

O que faltava ficou fértil;

Dilma porque você acabou;

O que vinha dando certo.


Raimundo Arruda de Andrade

Presidente da Associação Comunitária da Comunidade Catolé da Pista – Teixeira - PB

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Governo Federal rompe Parceria com a ASA, com o P1MC e com o P1+2

Prezados Companheiros e Companheiras,

Gostaríamos de informar que ontem a coordenação da ASA foi convocada para um reunião com o MDS em Brasilia e o desfecho final foi o comunicado de que o Governo Federal não mais fará parceria com a ASA através da AP1MC, que sua estratégia é fazer as ações do Água para Todos pelos estados e municípios, negando uma caminhada de mais de 8 anos, onde a ASA não só apenas construiu o P1MC e o P1+2, como uma nova perspectiva de empoderamento das famílias e por conseguinte, protagonista da construção da politica pública de acesso a água que hoje o MDS executa.

O que o governo Dilma está propondo é apagar uma das mais belas e exitosas experiências de participação social e construção de cidadania pelos os que sempre foram marginalizados, mas, tomaram a história em suas mãos e trouxeram para o centro do debate, o conceito e as iniciativas de convivência com o Semiárido.

Enquanto rede, precisamos nos articular nos estados e municípios num movimento que dê conta de visibilizar para o governo a estratégia errônea, injusta e desrespeitosa que vem tratando a ASA a sociedade civil organizada do Semiárido brasileiro, que apesar de todos os relatórios recentes favoráveis da CGU, TCU e depoimentos públicos da Secretaria Executiva da CGU de que a ASA é uma das experiências mais exitosas em gestão de recursos públicos no país.

Nós, que terminamos o ano de 2010 com o reconhecimento público do governo brasileiro, recebendo das mãos do presidente Lula o prêmio de Direitos Humanos na linha de enfrentamento da pobreza, somos agora surpreendidos com a posição do governo Dilma de que a ação da ASA não é mais estratégica.

A posição do governo brasileiro na reunião de ontem foi clara: não tem mais interesse em continuar apoiando o P1MC e o P1+2.

Precisamos cada organização, entrar em contato com as famílias, comissões municipais, lideranças, parlamentares, governadores e demais parceiros que acreditam e reconhecem a ação da ASA na construção de um Semiárido mais justo para as famílias.

Estamos fazendo vários contatos com pessoas e organizações que apoiam a ASA para juntos revertermos este quadro. Vamos fortalecer essa corrente de solidariedade e luta para continuarmos construindo um Semiárido mais justo para os homens e mulheres da região.

Estamos lutando com toda a nossa força e conclamamos todos e todas a construirmos o enfrentamento e a defesa de nosso Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido.


Coordenação Executiva



Essa parceria vinha sendo desenvolvida desde o último governo de Fernando Henrique Cardoso. O Governo Federal agora muda, sem explicações claras, a estratégia para trabalhar, através de um pacto federativo, incluindo como parceiros os estados e municípios, Esse agora é o caminho do governo federal, que sem dúvida, enfraquecerá a sociedade civil que vinha cumprindo um papel importante. O CEPFS, por exemplo havia sido selecionado em um certame da ASA Brasil para assumir, a partir de janeiro de 2012, uma Unidade Gestora Territorial do P1+2 - Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido: Segurança Alimentar e Soberania Alimentar através do Manejo Sustentável da Terra e das Águas na Região da Serra do Teixeira. Era uma possibilidade real de ampliar as ações complementares à projetos que já vem desenvolvendo na região, mas, com essa decisão provavelmente, não mais assumirá. Precisamos criar um movimento que vá além do território Nacional para mostrar a nova estratégia do governo Brasileiro e seus impactos, sobretudo, em relação a construção da cidadania e não apenas de cisternas ou de qualquer outra tecnologia. É importante divulgar ao máximo essa péssima posição do governo brasileiro que terá como conseqüência o enfraquecimento da sociedade civil e e fortalecimento de empreiteiras que passarão a usufruir dos recursos que poderiam gerar muitos mais resultados, como vinham gerando através da gestão participativa de várias organizações da sociedade civil através da ASA Brasil.


José Dias Campos

Coordenador Executivo/CEPFS

Empreendedor Social da Ashoka

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CEPFS GANHA PRÊMIO DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL DA FORD

O CEPFS foi vencedor do Prêmio Ford de Conservação Ambiental, em sua 16a Edição, na categoria Negócios em Conservação. O anúncio se deu no final do Seminário sobre sustentabilidade da Ford, realizado ontem dia 05/12 no MAM, em São Paulo, com a seguinte programação: 14h15 Abertura oficial do seminário (Marcos de Oliveira); 14h30 “Materiais Alternativos” – Ricardo Munerato (gerente de engenharia avançada da Ford); 15h:30 Palestra Luiz Machado, coordenador nacional do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da ILO (International Labor Oranization); 16h30 “A Estratégia de Sustentabilidade da For” – John Vieira, diretor de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Segurança da Ford; 17h30 Início da Cerimônia de premiação com Anúncio e Discurso dos Ganhadores. Participaram do evento José Dias Campos e José de Anchieta Alves. É mais uma conquista importante obtida pelo CEPFS, em cuja qual, os atores sociais de destaque são as famílias e comunidades engajadas no trabalho de buscar formas de conviver com a realidade semiárida, aprofundando caminhos harmoniosos com o meio ambiente. É mais um momento importante em que o nome de Teixeira vai para o cenário nacional com algo positivo. Os que fazem o CEPFS têm a satisfação e parabenizar todas as agricultoras e agricultores experimentadores da serra de Teixeira que vem abraçando esse importante trabalho como caminho para o desenvolvimento local.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

FINEP entrega prêmio de inovação da região Nordeste

Nesta quarta-feira (30/11), serão conhecidos os vencedores do Prêmio FINEP de Inovação 2011 da região Nordeste. A cerimônia acontece às 19h, em Campina Grande (PB), no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEP), na Avenida Manoel Guimarães, 195. Os finalistas são, por categoria: Aeropepe Plásticos de Engenharia (PE), BioClone Produção de Mudas (CE) e Fujitec (CE), em Pequena Empresa; JJ Inspeções Técnicas (BA) e Protensão Impacto (CE), como Média Empresa; Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (PE), Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará da Fundação Universidade Estadual do Ceará (CE) e SENAI-CIMATEC (BA), em Instituição Científica e Tecnológica; Centro de Educação Popular e Formação Social (PB), Pangea Centro de Estudos Socioambientais (BA) e Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (BA), em Tecnologia Social; e Joaquim Antonio Caracas Nogueira (CE), eleito Inventor Inovador.

Os primeiros colocados regionais em cada categoria vão concorrer à etapa Nacional, com premiação na primeira quinzena de dezembro, em Brasília. A data depende de confirmação pelo gabinete da Presidenta Dilma Rousseff. Em 2011, O Prêmio teve 353 inscrições em todo o território nacional, sendo 47 na região Nordeste. Os vencedores regionais receberão recursos não reembolsáveis, que variam de R$ 120 mil a R$ 2 milhões, dependendo da categoria premiada, totalizando R$ 17 milhões. A verba é para ser usada no desenvolvimento de projetos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Esta edição teve sete categorias. Na disputa regional, são Instituição Científica e Tecnológica, Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Tecnologia Social e Inventor Inovador (apenas para candidatos com patente depositada no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial - e efetiva comercialização de suas criações nos últimos três anos). Na disputa nacional, além dessas, estão as categorias Grande Empresa e Prêmio INOVAR, voltada para a área de capital de risco com regulamento e calendário próprios.

Conheça um pouco mais sobre os finalistas do Nordeste, em ordem alfabética:

Pequena Empresa

A Aeropepe introduziu no Brasil a tecnologia de projeto e fabricação de aeronaves totalmente em materiais compostos. Seu primeiro produto foi a aeronave leve “Flamingo”, que une design leve, velocidade e grande autonomia de voo. Hoje, os “Flamingos” voam em todas as regiões do Brasil e também na Europa.

A BioClone fornece ao produtor rural mudas de alto padrão de qualidade, com preços competitivos, com a utilização de métodos inovadores na área da Biotecnologia Vegetal, produzindo mudas em quantidade necessária para atender os projetos agrícolas, com minimização do tempo e respeito ao meio ambiente. A empresa produz mudas de abacaxizeiro, bananeira, cana-de-açúcar e flores tropicais, nos três estágios de desenvolvimento: raiz nua, pré-aclimatada e aclimatada, com a garantia da Embrapa.

Fujitec (CE)
A Fujitec é uma empresa de tecnologia voltada para o fornecimento de soluções na área de sistemas de informação. Criada em 1991, iniciou suas operações fornecendo e desenvolvendo soluções inteligentes na área de automação comercial e projetos especiais envolvendo uso de cartões eletrônicos. A empresa é uma das cinco empresas mundiais homologadas para fornecimento de bilhetagem eletrônica na Suíça.

Média Empresa

A JJ Inspeções Técnicas é especializada em inspeção de equipamentos industriais. O foco da empresa é auxiliar a detecção e eliminação dos riscos que comprometem a segurança e a continuidade operacional de indústrias, reduzindo os custos com perdas e manutenção em equipamentos.

A Impacto Protensão desenvolve soluções para a construção civil e credenciou-se como a pioneira no Brasil na utilização da cordoalha engraxada – espécie de feixe de cabos metálicos cobertos por material resistente ao atrito, destinados à construção. A Impacto investe de 10% a 20% do seu faturamento em inovação.

Instituição Científica e Tecnológica

Criado em 1974, o Centro de Informática (CIn) da UFPE oferece cursos de graduação e de pós-graduação e é um dos centros brasileiros de referência em várias áreas da Computação, como Engenharia de Software, Inteligência Artificial, Linguagens de Programação, Lógica, Redes, Sistemas Distribuídos e Sistemas de Computação, entre outras. Desde os anos 1990, o Centro vem atraindo projetos de instituições pública e privadas de grande porte. Em particular, o CIn mantém estreita parceria com grandes organizações, como o C.E.S.A.R. - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife -, o Porto Digital e o Softex Recife, além de estabelecer uma relação estreita, possibilitada através de incentivos da Lei de Informática, com empresas privadas.

A Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit - CE) visa organizar e estimular a parceria entre os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), públicas e privadas, sediados no Ceará. Seu principal objetivo é identificar e gerar estratégias para que as pesquisas desenvolvidas pelas ICTs se transformem em inovação e negócios, contribuindo para o desenvolvimento e a transferência da inovação tecnológica para o mercado.

SENAI-CIMATEC - Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (BA)
O novo vetor de crescimento da matriz industrial baiana, principalmente a indústria de manufatura, levou o SENAI-BA a investir na criação do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia - CIMATEC, voltado à formação de recursos humanos para a indústria, como também à prestação de serviços técnicos e tecnológicos, promovendo a produção, disseminação e adequação de tecnologia na região.

Tecnologia Social

Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS) - Adaptação às mudanças climáticas para convivência com a realidade semiárida (PB)
“Adaptação às Mudanças Climáticas para Convivência com o Semiárido” é uma experiência que busca promover o desenvolvimento da agricultura familiar, a partir do encontro de saberes locais para permitir aos agricultores mergulharem na realidade onde estão inseridos e conhecerem os potenciais e limites da região, fornecendo subsídio para criação e inovação de tecnologias sociais que possibilitem condições para melhor adaptar-se à realidade local.


A Rede Catabahia é a primeira rede de comercialização de materiais recicláveis organizada por catadores no Brasil, com assessoramento técnico constante. Com sede na Cooperativa de Catadores Agentes Ecológicos de Canabrava (CAEC), em Salvador, a Rede beneficia oito municípios do Estado da Bahia. Além dos importantes impactos ambientais e sociais, com um estímulo da economia de recursos naturais, a Rede afasta os catadores das ruas e lixões e eleva a estabilidade e o faturamento de cerca de 500 catadores e, indiretamente, de aproximadamente 2 mil famílias. Há também uma série de efeitos econômicos gerados pela iniciativa, como capacitação técnica de profissionais do setor e aumento da competitividade no mercado brasileiro de produtos recicláveis.

Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais- Quintais produtivos agroecológicos (BA)
Os objetivos da tecnologia dos quintais produtivos agroecológicos são melhorar a segurança alimentar e nutricional por meio da experimentação de práticas agroecológicas; fortalecer as capacidades e promoção do protagonismo dos agricultores; contribuir para a conservação da biodiversidade local; fortalecer e valorizar o papel da mulher no núcleo familiar e na comunidade; disseminar as experiências para garantir a participação nos espaços de articulação política e conselhos municipais, estaduais e nacional e contribuir na formulação de políticas públicas.

Inventor Inovador

O engenheiro Joaquim Caracas criou o “Sistema de Construção de Lajes Pré-Moldadas com a Utilização de Caixas Removíveis e Auto Sustentáveis em Vigotas”, um sistema prático e ágil, que proporciona redução de custos na construção civil, especialmente com a mão de obra e o tempo na construção de lajes pré-moldadas. Além disso, o manuseio, transporte e armazenamento dos seus componentes são simplificados.

Fonte: Site da FINEP
(28/11/2011)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CEPFS É UM DOS FINALISTAS DO PRÊMIO FINEP DE INOVAÇÃO 2011


O CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL é um dos finalistas do Prêmio FINEP de Inovação 2011, Região Nordeste. A cerimônia de entrega do Prêmio FINEP 2011 - Região Nordeste, acontecerá no próximo dia 30 de novembro de 2011, às 19 horas, no auditório da FIEP - Federação das indústrias do Estado da Paraíba, em Campina Grande - PB. É mais uma conquista importante do CEPFS, cujos atores e atrizes, principais, são as agricultoras e agricultores experimentadores da Serra do Teixeira, que estão acreditando e enxergando a organização comunitária como, principal, caminho para o desenvolvimento local. Uma nova história está sendo construída por muita gente que resolveram darem-se as mãos para incidir em mudanças locais, mas, também, compartilhar suas experiências e conhecimento para mudar realidades em outras partes do Brasil e do mundo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social

23/11/11

Por Assessoria de Imprensa FBB
Foto: Bruno Spada

A Solenidade de Entrega da sexta edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social aconteceu na noite de ontem (22/11), em Brasília/DF, e contou com a participação de mais de 1000 pessoas – representantes de instituições sociais, jornalistas, funcionários do BB e da Fundação BB, além de representantes dos parceiros do Prêmio, como Banco do Brasil, BNDES, Petrobrás, Unesco, KPMG Auditores Independentes e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Todos os 27 finalistas, das nove categorias, receberam como premiação um vídeo institucional e folders para que possam divulgar seus trabalhos. Já o vencedor de cada categoria recebeu um prêmio no valor de R$ 80 mil para a manutenção e ampliação de seus projetos.

O evento foi transmitido ao vivo via internet, além de cobertura especial por meio do Twitter e do Facebook da Fundação. Em sua saudação de abertura, o presidente da Fundação BB, Jorge Streit, destacou a importância da iniciativa e agradeceu o empenho de funcionários e parceiros para que o Prêmio continuasse a ser uma realidade. Jorge reafirmou o compromisso da instituição em promover desenvolvimento sustentável e agradeceu o Banco do Brasil por acreditar e investir em sua missão de transformação social. O ator Paulo Betti foi o mestre de cerimônia da Solenidade e presenciou momentos emocionantes como a homenagem feita aos funcionários da FBB, representados por Rogério Miziara, e os depoimentos e agradecimentos dos vencedores de cada categoria.

A edição 2011 do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social obteve recorde de inscrições, com 1116 projetos. Desde abril diversos profissionais estiveram envolvidos em avaliar e divulgar o Prêmio, que possibilitou, ainda, que 264 tecnologias sociais fossem certificadas. Criado em 2001, o Prêmio acontece a cada dois anos e é uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o país.

Confira a lista de vencedores:

CATEGORIA REGIÃO NORTE - Banco Comunitário Muiraquitã (Santarém/PA)

CATEGORIA REGIÃO NORDESTE - Banco de Sementes Comunitários (Teixeira/PB)

CATEGORIA CENTRO-OESTE - Construção de Moradias (Campo Grande/MS)

CATEGORIA REGIÃO SUDESTE - Ecos do Bem - Educação Ambiental no Território do Bem (Vitória/ES)

CATEGORIA REGIÃO SUL - Visão de Liberdade (Maringá/PR)

CATEGORIA TS NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA - Projeto Horta Comunitária (Maringá/PR)

CATEGORIA MULHERES NA GESTAO DE TS - Mulheres da Amazônia (Juruena/MT)

CATEGORIA DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E PROTAGONISMO JUVENIL - Fazendo Minha História (São Paulo/SP)

CATEGORIA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS - Projeto Cisternas nas Escolas (Irece/BA)