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terça-feira, 10 de maio de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
Agricultores e agricultoras rurais da Paraíba visitam experiências agroecológicas em Pernambuco
Aucilene Rodrigues
coordenadora pedagógica
Nos dias 14 e 15 de Abril de 2016
o Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS realizou visita deintercâmbio
nos Municípios de São José do Egito e Tuparetama-PE. A atividade foi
direcionada aos beneficiários do Projeto Convivência com a Realidade Semiárida,
Semeando Esperança e Solidariedade, apoiado pelo Programa de Pequenos Projetos Ecossociais -PPP- ECOS.
Durante a visita, os agricultores
e agricultoras tiveram a oportunidade de conhecer a experiência de Dona Fátima
Siqueira e Adalberto Souto, na qual, em uma área um pouco menor que um hectare
consegue manter a sustentabilidade da família. Na propriedade, o casal
desenvolve atividades com beneficiamento de polpa de frutas, criação de animais
de pequeno porte e cultivo de hortaliças.
A comercialização dos produtos
ocorre através do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e da Política de
Alimentação Escolar - PNAE e na feira Agroecológica nos municípios de São José
do Egito e Tuparetama. Embora seja benéfico e, sobretudo, um direito
direcionado aos agricultores e agricultoras familiares, o acesso as políticas
públicas acima citadas, o casal prioriza a venda na feira agroecológica. “Esses
programas são hoje e não são amanhã, já a feira não, todo sábado tem”, enfatizou Adalberto Souto.
Diferente de dona Fátima e seu
Adalberto, Ivan Monteiro também visitado pelos agricultores paraibanos, dispõem
de bastante terra. Com uma área de aproximadamente 12 hectares desenvolve o
cultivo de tomate protegido, produção de mudas nativas e frutíferas,
beneficiamento de polpa de frutas e cultivo de hortaliças. Das atividades mencionadas, o plantio de
tomate protegido chamou bastante atenção dos visitantes.
Entre as famílias visitadas
existem muitas coisas em comum: a persistência e otimismo para desenvolver suas
atividades diárias, conhecimento agroecológico e a participação na Associação
Agroecológica do Sertão do Pajeú – AASP.
Em conversa com a presidente da
AASP, Elisangela Farias, ela relatou que nas reuniões ordinárias é discutido
sobre a qualidade dos produtos ofertadose os valores a serem cobrados. A AASP é
composta por agricultores e agricultoras de seis municípios: Itapetim, São José
do Egito, Tuparetama, Tabira, Afogados da Ingazeira e Quixaba.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Beneficiários do projeto Esperança na Coletividade realizam reunião para iniciar atividades
| Foto: Renalle Benício |
No último dia 08 de abril,
José Dias Campos, coordenador executivo do Centro de Educação Popular e
Formação Social-CEPFS, participou de uma reunião na comunidade Monteiro, município
Cacimbas, com beneficiários do projeto “Esperança na Coletividade”.
O objetivo foi discutir
sobre a realização das atividades práticas e educativas do projeto que foi
inscrito e selecionado no edital do Prêmio de Inovação Comunitária, uma
proposta da BrazilFoundation que visa apoiar iniciativas informais.
Com a execução do projeto,
o grupo almeja fortalecer a dinâmica de Fundo Rotativo Solidário, promover a
interação das famílias beneficiadas, empoderando-as para gestão dos recursos e
fortalecer a solidariedade dentro da comunidade, através da realização dos seus
sonhos.
O grupo apoiado desenvolve
na comunidade uma espécie de poupança coletiva onde cada integrante faz uma
contribuição financeira. Os recursos são utilizados de acordo com a necessidade
ou sonhos dos participantes do grupo.
O CEPFS, enquanto entidade
madrinha, apoia financeiramente o projeto Esperança na Coletividade, mediante o
repasse de recursos da BrazilFoundation e apoio técnico para a experiência,
quando solicitado.
A BrazilFoudation é parceira
do CEPFS desde 2006 e já apoiou diversos projetos voltados para a convivência
com o semiárido, que contribuíram significativamente com a melhoria da
qualidade de vida de agricultores e agricultoras do sertão paraibano.
Iniciativa da BrazilFoundation,
o Prêmio de Inovação Comunitária é voltado para o financiamento de iniciativas informais em todo o Brasil a
partir da parceria com organizações e líderes sociais da sua
rede.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Estudantes de escolas públicas de Princesa Isabel visitam a Área Experimental do CEPFS
Na oportunidade, também conheceram o parque estadual Pico do
Jabre, que possui uma vegetação preservada, de micro clima e caatinga.
Na área Experimental, os visitantes conheceram tecnologias como:
banheiro seco, Sistema de Reuso de Água, Fossa Biodidestora, entre outras.
A iniciativa foi do Centro de Capacitação Agrocomunitário -
CCA, que possui trabalho em escolas da zona rural de Princesa Isabel, focado no
incentivo à produção agroecológica e educação contextualizada.
“Os alunos do campo precisam entender que eles tem direito a uma
escola do campo adaptada ao contexto local, e o CEPFS é uma referência de
escola no campo. Atividades como esta são fundamentais para que os conceitos de
convivência com o semiárido sejam entendidos e vivenciados nas famílias deles.”
Destacou
Adenice, educadora do CCA.
O jovem Adriano, da comunidade Lagoa de São João, Princesa
Isabel, comentou sobre os aprendizados. “Nós aprendemos como cuidar melhor do meio
ambiente. Vimos que a Cisterna de Enxurrada nasceu aqui, se expandiu e hoje nós
a temos em nossa comunidade. Aprendemos também que as tecnologias sociais podem
ser inovadas”.
A Área Experimental do CEPFS e o Pico do Jabre estão localizados
no município de Matureia, Paraíba.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Famílias camponesas constroem mapas de suas experiências em capacitações do P1+2
| Comunidade Flores, Teixeira-PB |
O Programa Uma Terra
Duas Águas (P1+2), a partir do Termo Aditivo 02/2013, financiado pelo
Ministério do Desenvolvimento Social – MDS está sendo executado pelo Centro de
Educação Popular e Formação Social – CEPFS, no município de Teixeira, no Médio
Sertão Paraibano. Nesse termo, o programa aborda em seus componentes educativos
a Produção de Alimentos Saudáveis e a utilização ferramentas de avaliação
socioeconômica e ecológica do Agroecossistema familiar.
Durante a
execução, as famílias participam de capacitações em Gestão de Água para a
Produção de Alimentos – GAPA e em Sistema Simplificado em Manejo da Água para
Produção – SISMA. Essas atividades têm o objetivo de promover espaços de
formação para que as famílias camponesas possam utilizar de forma sustentável
os recursos hídricos armazenados nas tecnologias sociais para a convivência com
a realidade semiárida.
Nessa
etapa, foi realizada nos dias 16,17 e 18 de novembro, a capacitação em GAPA, na
comunidade Sabonete, em Teixeira. Já a capacitação em SISMA, aconteceu nos dias
26, 27 e 28. As 13 famílias participantes debateram sobre melhores formas de
manejo da água, do solo, da vegetação e da criação animal, para viabilizar a
produção de alimentos saudáveis e alcançar a soberania.
Como forma de avaliar suas potencialidades produtivas e visualizar seu Agroecossistema, as famílias foram motivadas a construir mapas de suas experiências, destacando a realidade atual, e apontando as metas para o futuro, com base nas tecnologias sociais conquistadas. Muitos agricultores e agricultoras já desenvolvem práticas como a criação animal, o plantio de hortaliças, frutíferas, medicinais e ornamentais, além de manutenção de áreas preservadas em suas propriedades, utilizando as fontes de água existentes. As novas tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva prometem fortalecer as experiências.
Como forma de avaliar suas potencialidades produtivas e visualizar seu Agroecossistema, as famílias foram motivadas a construir mapas de suas experiências, destacando a realidade atual, e apontando as metas para o futuro, com base nas tecnologias sociais conquistadas. Muitos agricultores e agricultoras já desenvolvem práticas como a criação animal, o plantio de hortaliças, frutíferas, medicinais e ornamentais, além de manutenção de áreas preservadas em suas propriedades, utilizando as fontes de água existentes. As novas tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva prometem fortalecer as experiências.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Agricultores e agricultoras comemoram a chegada das chuvas no sertão
Após meses de estiagem a
chuva chega no sertão da Paraíba despontando sorrisos no rosto dos agricultores
e agricultoras que felizes comemoram a chegada das chuvas. O privilégio maior é
de quem dispõe de reservatórios de captação e armazenamento de água.
O agricultor Oliveira
Alexandre da comunidade Flores, município de Teixeira comentou sobre a sua
alegria e expectativas“quando cheguei perto da minha cisterna e vi
ela sangrando cruzei os braços e agradeci a DEUS por nos conceder esta bênção.
Eu estava muito triste com a estiagem, estava comprando água, mas depois dessas
chuvas estou animadíssimo! A expectativa é de que este ano seja de muita
fartura”, destacou Oliveira.
“Estou muito feliz com a
chegada das chuvas e também com esta cisterna que é uma benção de Deus, no
terreiro de minha casa. Ela já está cheia e estamos nos preparando para no
início do próximo mês começarmos a plantar nossas hortaliças”, comemorou
Maria José, comunidade Flores, município de Teixeira.
Os
depoimentos evidenciam que a estruturação das propriedades da agricultura
familiar com tecnologias sociais de captação e manejo de água de chuva é um
caminho seguro para a adaptação as mudanças climáticas e consequente convivência
com a realidade do clima semiárido. As
cisternas possibilitam ampliar a reserva de água para a produção de alimentos e
alegrar a vida das pessoas que vivem nesta região
cheia de riquezas e possibilidades.
As famílias de Maria José e
Oliveira Batista foram beneficiadas com Cisternas de Enxurrada pelo projeto
Agroecologia Gerando Renda e Promovendo Cidadania na Serra de Teixeira,
patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.
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