quinta-feira, 21 de maio de 2009

COM AS EXPERIÊNCIAS PRETENDE-SE FORTALECER O ACÚMULO SÓCIO E ORGANIZATIVO JÁ EXISTENTE NAS COMUNIDADES

As experiências pretendem fortalecer o acúmulo sócio e organizativo já existente nas comunidades, no sentido de instrumentalizar e potencializar o desenvolvimento já em curso, integrado e gerando possibilidades de sustentabilidade a partir dos potenciais existentes e das mudanças de hábitos comportamentais e culturais nas famílias.

Como conseqüência da implantação destas experiências, as famílias produzirão polpa das principais variedades frutíferas existentes na região (caju, umbu, graviola, pinha, acerola, goiaba, cajá, etc), as quais deverão abastecer o cardápio familiar e comunitário, portanto, promovendo melhoria na qualidade de vida, através da segurança alimentar e nutricional, bem como por meio da geração de renda através da comercialização, no mercado local e regional.

As comunidades já estão em processo de planejamento para a inauguração que, acontecerá no próximo dia 16 de junho (dia mundial de combate a desertificação).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Chamada de Trabalhos em Tecnologias Socias do NEAD/MDA

CEPFS habilita trabalho sobre tecnologia social na chamada de Trabalhos em Tecnologias sociais do MDA.


O Centro de Educação Popular e Formação Social - CEPFS, através do seu coordenador Executivo, José Dias Campos, habilitou um trabalho sobre tecnologia social, (Convivência com a realiade semiárida - acesso a água, cidadania e solidariedade), na temática capacitação, na Chamada de Trabalhos em Tecnologias Sociais do NEAD/MDA. No dia 14 o NEAD/MDA realizou uma oficina com a participação dos autores e autoras dos trabalhados habilitados onde, além de palestras sobre o papel das tecnologias sociais no processo de desenvolvimento, também, houve um pequeno ensaio com vistas a sistematização de projetos colaborativos em cada eixo temático.

quinta-feira, 26 de março de 2009

CAMINHADA ECOLOGICA - ROMÁRIA - COM O LEMA: ÁGUA É VIDA; BEM COMUM E SAGRADO MARCA A COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ÁGUA NO MUNICÍPIO DE MATURÉIA

O dia 22 de março/2009, dia mundial da água, foi comemorado com uma bonita e participativa caminhada: romaria penitencial e de sensibilização para os problemas ambientais da região, em particular, para os que vêm sendo causados ao açude público Riacho das Moças no município de Maturéia. O evento teve com lema: ÁGUA É VIDA; BEM COMUM E SAGRADO. Aconteceu no município de Maturéia, região do médio sertão da Paraíba e foi promovido pela Paróquia de Santa Maria Madalena, em parceria com o Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, CÁRITAS Diocesana de Patos e o Programa de Promoção e Ação Comunitária da Diocese de Patos – PROPAC. Constou de uma caminhada que partiu da cidade de Maturéia com os ritos iniciais de uma celebração eucarística e prosseguiu pela zona rural até as margens do Açude público Riacho das Moças, local onde foi concluída a celebração. O açude público Riacho das Moças abastece as cidades de Teixeira e Maturéia e tem sofrido atos agressivos ao meio ambiente, dentre eles o lixão do município de Maturéia, colocado em um local inadequado, ao ser lavado pelas chuvas escorre para dentro do açude. Também os esgotos domésticos na cidade de Maturéia são canalizados para lagoas que ao transbordar escorre para o referido açude. As margens do referido açude também sofre com práticas agrícolas equivocadas e o desmatamento, fatores esses que concorrem para o processo de poluição e assoreamento da bacia. Com o intuito de sensibilizar as autoridades públicas e a própria sociedade para medidas corretivas e de prevenção em relação a esses graves problemas, fieis, religiosos, lideranças comunitárias, agricultores e agricultoras, jovens, crianças, adolescentes, estudantes, professores, vereadores, etc., participaram do evento, cantando, rezando e fazendo soar palavras de ordem em relação aos problemas causados ao meio ambiente. A preparação do evento teve início no dia 26 de fevereiro com a realização de uma reunião na cidade de Maturéia onde foram planejadas iniciativas de comunicação, contatos com autoridades, infra-estrutura, etc. A partir da mobilização que resultou na caminhada do dia 22 de março, o poder Legislativo de Teixeira e Maturéia constituíram uma comissão que, acompanhada do Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Teixeira visitaram as margens do açude, mais especificamente o local do lixão e de um plantio de hortaliças no sentido de averiguar os reais danos que estão sendo causados ao referido manancial. Houve debate na Câmara Municipal de Teixeira e está sendo sistematizado um relatório por parte do Secretário de Meio Ambiente do Município de Teixeira que será encaminhado a SUDEMA para as providências necessárias. Os vereadores também solicitaram uma audiência com o Promotor de justiça da Comarca de Teixeira, enquanto curador do Meio Ambiente, oportunidade em que, também serão apresentadas as preocupações e constatações obtidas por ocasião da visita, de modo que se possa ter encaminhamentos com vistas a solução dos problemas detectados. No dia 25/03/2009 houve uma reunião de avaliação do evento, na cidade de Maturéia tendo o mesmo sido avaliado como muito positivo. Na oportunidade o Pe. José Nildo Lopes, pároco da Paróquia de Santa Maria Madalena avaliou que o evento contou com a participação de um publico de 1.200 pessoas. Avaliou-se, também, a importância de manter o evento no próximo ano, com uma preparação com mais antecedência. Do ponto de vista de encaminhamento/desdobramento do evento foi consenso somar forças com a iniciativa já em curso por parte do poder Legislativo de Maturéia e Teixeira. Nesse sentido, o vereador João Paulo, presente na avaliação ficou com a incumbência de tão logo o relatório que está sendo feito pelo Secretário de Meio Ambiente do Município de Teixeira chegue até o Poder Legislativo, possa ser encaminhado cópia para a comissão do evento para que possa acrescentar elementos relacionados a práticas poluidoras de outros mananciais do município de Teixeira (Poços e São Francisco). Foi avaliado que na audiência com o promotor de justiça e curador do Meio Ambiente deve-se dialogar no sentido de haver de agora em diante uma vigilância permanente em relação a práticas de poluição aos mananciais da região. Também foi avaliado como importante que o relatório final possa ser encaminhado a CAGEPA enquanto usuária de água do açude, cobrando que a mesma possa, também, tomar providência, dentre elas a construção de um plano de manejo do entorno da bacia do açude.

quarta-feira, 25 de março de 2009

CEPFS RECEBE VISITA DE AGRICULTORES E TÉCNICO DO MUNICÍPIO DE GRANITO E ARARIPINA DO SERTÃO PERNAMBUCANO

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS recebeu, no período de 17 a 19 de março/2009 a visita de uma delegação composta por 14 agricultores, dentre os quais, uma agricultora e também vereadora do município de Granito- PE. Além dos agricultores veio acompanhando a delegação uma técnica (Biológa/ Engenheira Agrônoma), da ONG Chapada - Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe, organização promotora da visita. A referida visita teve como objetivo o intercâmbio de experiências, numa perspectiva de reaplicação em escala interestadual. Os agricultores(as) do município de Granito do Sertão de Pernambuco estão sendo beneficiados pelo P1+2 - programa uma terra e duas águas gerenciado em nível nacional pela ASA Brasil e na região do Araripe pela ONG Chapada que é unidade Gestora Territorial do mencionado programa.

Os agricultores(as) tiveram a oportunidade de conhecer experiências relacionadas com práticas agroecologicas bem como no campo da captação e manejo de água de chuva. No município de Teixeira foram visitadas as comunidades de Riacho Verde, (propriedades dos senhores Solon Arruda e Assis Martins) e Fava de Cheiro (propriedade do casal Marcos e Maria) No Município de Maturéia foram visitadas as comunidades Monte Belo (propriedade do casal Lêla e Eduardo) e a área experimental do CEPFS na comunidade Riacho das Moças. Todos ficaram maravilhados com as experiências visitadas e motivados a socializarem em suas comunidades as tecnologias visitadas bem como as experiências organizativas. É importante destacar que os agricultores(as) visitantes destacaram o processo organizativo das comunidades visitadas como experiência de grande relevância para eles. Por ocasião da visita a área experimental, agricultores e técnicos que estavam visitando as tecnologias sociais sustentáveis lá existentes, também, participaram de uma matéria que a TV Paraíba estava fazendo para o Programa Paraíba Comunidade, exibido no domingo 22/março/2009, dia mundial da água.

A equipe do CEPFS ficou lisonjeada de ter acompanhado a visita, compartilhando o que vem sendo construído em parceria com as comunidades rurais, possibilitando, assim espaços de diálogo entre os agricultores e agricultoras, assim como entre os técnicos numa perspectiva inovadora.

A visita de intercâmbio é, sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta de formação, onde as experiências desenvolvidas pelos agricultores e agricultoras, assim como pelas organizações se constituem conteúdo e subsidio para gerar o debate, qualificar as experiências, promover a auto-estima e empoderar famílias e comunidades. Ao mesmo tempo novos aprendizados são gerados com vistas a futuras inovações. É também a partir das visitas de intercâmbio que as tecnologias sociais de convivência com a realidade semiárida são difundidas em escala, comunitária, municipal, estadual, interestadual, etc.

No final da visita foi entregue um texto sobre Fundos Rotativos Solidários (manual de boas práticas de organização e gestão) à técnica da ONG Chapada, assim como 02 DVD,s sobre a experiência com o objetivo de permitir a continuidade do debate sobre as experiências visitadas por parte dos agricultores quando de volta as suas comunidade de origem.

CEPFS RECEBE VISITA DA EMBAIXADA DA FINLÂNDIA

O CEPFS recebeu no dia 04 de março a visita de Raisa Ojala e Cintia Araújo da embaixada da Finlândia. A visita foi parte da terceira etapa de um processo de seleção de projetos, lançado pela Embaixada da Finlândia, através de Edital do Fundo Finlandês para Cooperação Local, onde na primeira fase foram inscritos 418 propostas. Destas foram pré-aprovados, para uma segunda analise 50 projetos. Na segunda analise foram selecionados 05 projetos para serem visitados na terceira etapa de avaliação. O projeto “CONVIVÊNCIA COM A REALIDADE SEMIÁRIDA, PROMOVENDO O ACESSO A ÁGUA, SOLIDARIEDADE E CIDADANIA” inscrito pelo CEPFS foi um dos 05 selecionados para ser visitado pela equipe técnica da embaixada da Finlândia. Foram visitadas as comunidades Riacho Verde e Fava de Cheiro no Município de Teixeira e a área experimental do CEPFS na comunidade Riacho das Moças, Município de Maturéia - PB. No final do mês de março de 2009 a Embaixada da Finlândia informará por meio do seu site, www.finlandia.org.br, o resultado final da seleção e uma descrição dos projetos que receberão financiamento do Fundo Finlandês para Cooperação Local em 2009.

É mais um espaço que o CEPFS conseguiu ocupar, compartilhando sua experiência e, ao mesmo tempo, buscando captar recursos para dar continuidade ao seu trabalho com o propósito de gerar e aprofundar conhecimentos para a convivência na realidade semiárida, promovendo o acesso a água, como um direito humano, com solidariedade e cidadania.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS



































O CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL – CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS EM PARCERIA COM AS COMUNIDADES RURAIS DOS MUNICÍPIOS DE TEIXEIRA E CACIMBAS.

O CEPFS realizou no dia 1 de dezembro, na sua área experimental, na comunidade Riacho das Moças – Maturéia – PB, uma oficina de avaliação das ações desenvolvidas, em vista do fortalecimento da agricultura familiar, em parceria com as comunidades rurais. Participaram do evento 36 pessoas, 19 homens e 17 mulheres. Além de três integrantes da equipe do CEPFS a oficina contou com participação de integrantes da CÁRITAS e da CAMEC como organizações parceiras. A avaliação feita pelas lideranças comunitárias é a de que já houve bastante avanço, principalmente, na parte organizativa, a partir das implementações de tecnologias sociais de convivência com a realidade semi-árida, dentre elas a experiência dos Fundos Rotativos Solidários. As lideranças destacaram que ainda há muitos desafios, dentre eles a posse da terra que, mesmo os que têm pouca terra hoje, aos poucos essa terra vai diminuindo com a estratificação por herança. Nesse caso surgem dois desafios: o primeiro provoca a família para ter um cuidado ainda maior com os recursos naturais, pois do contrário, em poucos anos terá esgotado o potencial produtivo da terra. O segundo diz respeito a um repensar as vocações dos filhos. Se todos forem assumir as mesmas atividades dos pais, poderá chegar a uma situação que a terra será insuficiente para produzir o sustento da família. Há também aqueles que não tem terra e, nesse caso, segundo as lideranças fica difícil desenvolver ações de estruturação das propriedades quando estas não são de legitima posse de quem nela está produzindo. Outro desafio marcante registrado pelas lideranças diz respeito ao fortalecimento da agricultura familiar, em termos de visão de futuro. De acordo com as lideranças há pouco ou quase nenhum interesse por parte dos jovens rurais de assumirem atividades de continuidade das experiências familiares na agricultura. Os que estão tendo acesso a estudo estão se preparando numa perspectiva de ocupar outros espaços profissionais, urbanos, com pouca ou nenhuma ligação com as atividades agrícolas. Sem dúvida é algo bastante preocupante. Um elemento abordado pelos participantes em relação ao fortalecimento da agricultura familiar, sem dúvida, está relacionado a assistência técnica e extensão rural adequada de tal maneira que as experiências dos agricultores e agricultoras experimentadores(as) possam ganhar evidência e, contaminar, no bom sentido da palavra, muitos outros agricultores. É notória a necessidade de uma contribuição efetiva para que os agricultores possam sistematizar suas experiências, de modo a permitir uma maior apropriação do conhecimento acerca do que estão fazendo, do que estão produzindo, numa perspectiva de empoderamento e maior valorização da agricultura familiar. O agricultor(a) só reconhece vantagem na produção que é vendida, que lhes dá resultado financeiro, monetário, enquanto que a outra parte da produção, de grande valor para a economia familiar, tanto no aspecto de promover a segurança alimentar e nutricional, assim como no tocante a saúde, de certo modo é esquecida, ou renegada a segundo plano, não tendo portanto o seu devido valor. Na medida em que o agricultor(a) familiar se apropriar dos mecanismos de sistematização do que está produzindo, com certeza irá dá um maior valor as suas experiências e poderá irradiar sua motivação positiva em relação a agricultura familiar para com outros colegas, promovendo assim a valorizar e por conseguinte fortalecimento da agricultura familiar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CEPFS participa do Workshop Criação de uma plataforma tecnológica para o desenvolvimento econômico sustentável do semi-árido Brasileiro: barreiras, soluções e oportunidades, promovido pelo Centro Clima da Universidade Federal do Rio de Janeiro e SouthSouthNorth (Sulsulnorte) .

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, através de um membro da sua equipe executiva participou, no período de 25 a 26 de novembro, na cidade de Salvador-BA, do Workshop Criação de uma plataforma tecnológica para o desenvolvimento econômico sustentável do semi-árido Brasileiro: barreiras, soluções e oportunidades. O evento teve como objetivo identificar barreiras e possíveis soluções para o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica, incluindo estratégia de capacitação técnica adequada para a realidade do semi-árido nordestino.

O Workshop reuniu organizações, que tem experiência consolidada, no desenvolvimento de projetos de captação de água e agricultura no semi-árido nordestino. No primeiro dia do evento, as organizações tiveram a oportunidade de apresentar sua experiência, sendo que o tema principal, de cada apresentação, teria que estar relacionado com o propósito do Workshop. Ainda no primeiro dia, os participantes foram divididos em grupos, para que a partir das experiências apresentadas, pudessem refletir e elaborar possíveis propostas sobre os seguintes temas, pré-estabelecidos: Capacitação e suporte técnico; Ajuste tecnológicos e Manejo dos recursos naturais (sementes – fertilizantes – poliprodução).

O segundo dia foi destinado para o lançamento do projeto Identificação e Multiplicação de Melhores Práticas de Adaptação as Mudança Climática no Brasil. Na parte inicial(manhã) foram feitas algumas apresentações sobre as perspectivas de adaptação e mitigação à mudança do clima e qual o papel das agencias de cooperação e da sociedade civil em projetos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas no semi-árido brasileiro. Ainda na parte da manhã, foi apresentado o projeto Identificação e Multiplicação de Melhores Práticas de Adaptação as Mudança Climática no Brasil: objetivos, atividades, impactos e resultado esperado. Finalizando a parte matinal, foi apresentado o Projeto: Pintadas Solar: suas questões chaves, as lições aprendidas e os desafios existentes.

Como última atividade do Workshop, houve a premiação do projeto Pintadas Solar como um dos cinco vencedores do Prêmio SEED 2008. O referido projeto é desenvolvido no semi-árido baiano e consiste na implementação de sistemas de irrigação que permitem o uso eficiente de água e energia para expansão da agricultura de pequena escala, como fonte de geração de renda e segurança alimentar para a população local. O Prêmio SEED tem como objetivo identificar, promover e dá suporte a projetos inovadores que sejam desenvolvidos em parceria e tenham por objetivo melhorar a qualidade de vida, reduzir a pobreza e promover o manejo sustentável dos recursos naturais locais.

A avaliação que se faz é que a referida atividade foi uma oportunidade para compartilharmos abordagens inovadoras e empreendedoras para o desenvolvimento sustentável, criando ferramentas para uma ampla comunidade de empreendedores na área do meio ambiente além de suscitar subsídios para o planejamento de políticas públicas.